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A confirmação de uma crescente procura do mercado imobiliário português por parte de cidadãos estrangeiros interessados em investir no sector como alternativa de obtenção de um rendimento seguro ou mesmo apenas interessados em adquirir uma segunda habitação para férias, prova que a procura estrangeira do nosso imobiliário é um fenómeno cada vez mais acentuado.

 

Na monitorização que se faz em Portugal sobre a procura imobiliária por parte de estrangeiros, destaca-se uma enorme subida do interesse demonstrado por europeus, nomeadamente ingleses,

franceses e suíços, mercados que, em certas localizações, integram já o grupo dos maiores mercados interessados na nossa oferta.

 

Nem só de vistos gold vive o mercado imobiliário português que está a voltar a marcar pontos em mercados tradicionalmente muito focados em Portugal, como é o caso do mercado do Reino Unido, e a consolidar outros mercados estrangeiros, nomeadamente europeus, de que o mercado francês é o exemplo mais feliz e de maior sucesso também em parte por uma aposta séria da nossa promoção.

 

O Regime Fiscal para Residentes Não Habituais que atrai muitos cidadãos da União Europeia ombreia crescentemente em captação de investimento como o tão badalado regime das autorizações de residência para investidores (ARI), mais conhecido pelo nome de vistos gold.

 

No entanto, a par de Portugal, existem outros países que oferecem programas semelhantes, e alguns até mais atrativos que no nosso. Assim sendo, o que nos distingue? Porque estamos nós no topo das preferências de quem procura a garantia de investir com segurança?

 

A resposta é simples. O mercado imobiliário português tem algo que muitos outros não têm: o valor dos nossos ativos é credível, seguro e revela uma crescente tendência de valorização. Este fator aliado ao facto de não termos passado por uma bolha imobiliária, da qualidade inquestionável da nossa construção e das potencialidades que se abrem com os projetos de reabilitação urbana das principais cidades, quase sempre associados a projetos de Turismo Residencial, fazem do nosso imobiliário um bom refúgio para os investimentos.

 

Daquilo que tenho auscultado além-fronteiras, as condições estão reunidas e o interesse existe. Resta-nos então acautelar que mantemos esta imagem positiva que estamos aos poucos a alcançar, através da garantia de negócios feitos com transparência e com a transmissão da informação mais fidedigna possível.

 

Luís Lima

 

Presidente da APEMIP