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Por norma quando falamos em crise só conseguimos imaginar um cenário mau, e que o resultado não é de todo positivo. A crise faz parte dos Portugueses desde o momento do nosso nascimento como nação, basta ver a historia e perceber a razão pela qual partimos à “descoberta” de um novo mundo.

Pois é a crise no imobiliário começou a fazer-se sentir lá para os anos de 2007/2008, nesse momento o mercado imobiliário, estava inundado de construtores civis (patos bravos), de angariadores imobiliários que por hobby, que vendiam umas casas para ganhar uns trocos. Alguns por uma questão de opção voltaram-se para o imobiliário por questões mesmo de não ter mais nada para fazer. Já para não falar nas “barracas” montadas ao lado dos novos prédios que eram feitos pelos ditos construtores, normalmente apelidados de “stands” de vendas, onde normalmente seria um reformado que pegava numas chaves e mostrava os apartamentos.

Os avaliadores imobiliários, não avaliavam casas, avaliavam o seu tempo para perceber se conseguiam chegar a todo lado.

A crise foi realmente má para o imobiliário? Que efeitos teve a crise neste cenário? Os patos bravos que é feito deles? e as suas construções que alguns profissionais apelidam dos construtores do T2 e T3, onde as preocupações com a exigências funcionais, era apenas se funcionava no bolso. E os angariadores imobiliários, para onde foram os hobbys? e já agora os avaliadores de imoveis?

 A verdade é a que a crise veio separar o trigo do joio. Os construtores que existem hoje, são sem duvida nenhuma mais profissionais, já têm de se preocupar com as pessoas, com as suas exigências, com a qualidade. Têm de fazer planos de investimento, fazer contas de subtrair e de somar em vez das velhas contas de multiplicar. As construtores tiveram de se formar e informar.
Os angariadores imobiliários e imobiliárias que haviam aos milhares desapareceram e só ficaram aquelas que tinham boas praticas, e muito trabalho. Sobraram as imobiliárias que começaram a apostar na formação e informação dos seus agentes. Quem passou pela crise e “sobreviveu” está hoje sem duvida nenhuma muito mais profissional. Hoje para estas pessoas a sua profissão é o imobiliário, porque nem em full quanto mais em parte… time! As mediadores e imobiliários tiveram de olhar para o lado e perceber que os outros mediadores e imobiliárias são parceiros e não adversários, que cada cliente é mais importante que o anterior.
E os avaliadores…. Hoje deixaram de avaliar casas para fazer analises de investimento, as suas avaliações deixaram de ser meia folha quadriculada com meia dúzia de dados, para complexos quadros em Excel que é mesmo necessário um curso superior para entender! São supervisionados e se não tiverem capacidades técnicas não são aceites…
Então afinal a crise foi boa para o mercado imobiliário, profissionalizou uma atividade que os governantes deste pais não se preocuparam em profissionalizar. Abriu horizontes e internacionalizou a atividade, com a expansão para o mundo inteiro como o caso do mercado brasileiro, Angolano e chines.

Agora que parece que a tempestade já está a passar não seria a altura de olhar para esta atividade e obrigar a uma profissionalização efetiva para impedir que o mercado volte a banalizar-se?

Aquilo que eu faço é profissionalizar-me a mim e a quem comigo colabora, porque se chegar outra crise estaremos de certeza mais bem preparados.

Vamos aproveitar o que a crise trouxe de bom e tentar impedir aquilo que trouxe a crise até nós!